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Geografia


As grandes mudanças da sociedade e o novo momento pedagógico que se revelam, acima de tudo problematizadores, tem determinado a necessidade de rever a concepção da Geografia como ciência e de ressignificar seu objeto de estudo e seus processos investigativos.

Diante desse contexto pedagógico renovador, o ensino de Geografia busca questionar os recordes tradicionais dos conteúdos, a exagerada valorização das informações, as generalizações baseadas no senso comum, as descrições paisagísticas povoadas de lugares ingenuamente naturais e de populações exóticas. Esse imaginário geográfico começa a perder espaço para uma educação Geográfica preocupada com a problematização da realidade RELACIONAL e história entre sociedade e natureza mediatizados pelo trabalho. Como realidade histórica, o espaço Geográfico deve ser entendido como/em processo de produção social, quando o homem retira da natureza os elementos de sua sobrevivência, através do uso consciente dos instrumentos e técnicas de trabalho.

"Dessa forma devemos investigar os conteúdos do espaços geográfico em seus fixos (conjuntos de objetos sociais e naturais) e fluxos (a sociedade em movimento) entendendo os produtos e processos sociais resultantes das ações da sociedade em permanente transformação, movidas pelas contradições e conflitos que fazem os homens produzirem tempos e espaços sociais diferenciados (SANTOS, Milton: 1988)".

A criança e o adolescente devem ser desafiados a se tornarem sujeitos problematizadores de seu espaço e de seu tempo. As novas categorias que fundamentam a concepção do espaço Geográfico - território / desterritorialização / reterritorialização, globalização/fragmentação, escala, temporalidades, fronteiras, redes mapeamento - devem ser revistadas e ressignificadas, de forma a permitir que o aluno construa uma compreensão ampla do objeto da Geografia e se torne capaz de interpretar a sua paisagem, o seu lugar e o seu espaço Geográfico.

Assim a escola Pitágoras, entende que esta proposta de educação Geográfica que tenta conectar duas abordagens, a da construção de um referencial teórico para entender a Geografia traduzindo em categorais explicativas a percepção e crítica dos fenômenos pesquisados e da aprendizagem, desenvolvendo estratégias de investigação/tratamento da informação e da autoria para a construção do sujeito geográfico.

A perspectiva do ensino Geográfico, baseia-se no cotidiano, pois as relações sociais intensificaram-se com a evolução da tecnologia

A nova estrutura de relações cada vez mais sofisticada, e a busca de poderes, geram conflitos sociais, porque o ser humano passou valorizar a matéria em detrimento da vida.

Surgem no espaço personagens, culturais, crenças que antes nunca tinham conotações fronteirísticas, colocando em evidência suas intenções de domínio em benefício próprio.

Com as relações de poderes, os conflitos sociais, a miséria de países, a fome nos paises emergentes, a Geografia deixa de valorizar o estudo físico, onde se dava importância exagerada a nomes de rios, e trouxe uma nova abordagem de estudos, resignificando os conceitos e apropriando outros, sem deixar os aspectos físicos contextualizando-os nas relações espaciais.

Neste aspecto, a ciência Geográfica moderna contribui para interpretar a realidade, pois a direção do ensino é focado num todo ou seja, não podemos mais pensar somente no espaço local, é preciso ampliar, é preciso pensar no espaço aonde vivemos, e este espaço é o planeta Terra. Não existe outro espaço habitável.

Assim, entendo a educação Geográfica. Somente haverá mudança, se o ser humano realmente conhecer o seu espaço e sentir que ele é vital para sua permanência.

Neste aspecto, o aluno quem que estar preparado para utilizar o recursos e conceitos Geográficos, transformando em um cidadão consciente, criativo, crítico e principalmente mais humano.

"Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. e interpreta a partir de onde os pés pisam.
Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê é necessário saber como são seus olhos e qual a sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura.
A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam, para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação".
Leonardo Boff

Edson Luiz Correa
Professor de Geografia
Ensino Médio

Magali Thais Sebold
Professora de Geografia
Ensino Fundamental II - 5ª a 8ª série

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